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Redação – 24/04/2008 |
Imprensa |
Ações ambientais marcam os 10 anos de Jurubatiba
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agricultura vai apresentar ações ambientais que também vão compor a programação dos 10 anos do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. As homenagens de aniversário da unidade de conservação prosseguem nesta segunda-feira (28/04) com plantio de árvores em três locais distintos, a partir das 8h. Haverá replantio na rotatória da entrada do Parna Jurubatiba, na localidade denominada Estivinha, seguidos de plantios de arbustos ornamentais e de Bacupari (árvore frutífera nativa da região amazônica e do serrado) na orla da Praia de João Francisco.
Já na terça (29/04) haverá a palestra “As Plantas Aquáticas do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba” proferida pela bióloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFFRJ) e doutora em Botânica, Cláudia Petean Bove, no Espaço Cultural José Carlos Barcelos, a partir das 9h.
O estudo das plantas aquáticas em Jurubatiba é um projeto inédito desenvolvido pelo Departamento de Botânica do Museu Nacional (órgão vinculado à UFRJ) há três anos em Quissamã. No ano passado, por ocasião do 9º aniversário do parque, a equipe do Museu Nacional apresentou diversas ações ambientais, como palestras e pesquisa de campo, direcionadas aos professores das primeiras séries das unidades públicas locais de ensino. Em março deste ano, a ação foi apresentada a centenas de estudantes quissamaenses, que participaram durante todo o dia de atividades didáticas relativas ao projeto.
De acordo com a bióloga Cláudia Petean Bove, o projeto tem desdobramentos científico, educacional e social. “Jurubatiba abriga vários ecossistemas aquáticos e diferenciados. São inúmeras lagoas e alagados (brejos), permanentes e temporários, e cada um destes ambientes hídricos reúnem espécies diferentes de vegetações. Todo esse conjunto representa uma riqueza que merece ser conhecida e preservada por toda a sociedade”, destaca a pesquisadora.
O projeto conta com financiamento da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e também com o apoio da Prefeitura de Quissamã, do Departamento de Desenho Industrial da Escola de Belas Artes e da Pró-Reitoria de Extensão da UFRJ.