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Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
O Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba foi criado no dia 29 de abril de 1998 com objetivo de preservar o patrimônio natural composto por um ecossistema que embora seja conhecido simplesmente como restinga é na verdade um complexo de lagoas costeiras, restingas, brejos e cordões de mata. Aliado a isso um parque nacional também deve possibilitar o desenvolvimento de pesquisas científicas, do ecoturismo, da educação ambiental e da recreação em contacto com a natureza.
Localizado nos municípios de Quissamã, Carapebus e Macaé, abrange uma área de 14.860 hectares, sendo 65% desta área situada em Quissamã. Estende-se por 44 quilômetros de litoral e abriga dezesseis lagoas costeiras, no sentido sul-norte: Jurubatiba, Comprida, Carapebus, Encantada, Paulista, Amarra Boi, Bezerra, Garças, Maria Menina, Robalo, Visgueiro, Pires, Preta, Casa Velha, Barrinha e Ubatuba, cada uma delas com características próprias, algumas propícias para banho, outras para passeios de barco, mas certamente todas de uma indiscutível beleza cênica.
É o único parque nacional exclusivamente formado por vegetação de restinga, com a presença de espécies vegetais raras e em extinção, em distintas formações florestais como:
• Vegetação rasteira: ocorre sobre as largas faixas de areia próximas ao mar, incluindo até mesmo alguns pontos sujeitos à lavagem durante as marés cheias. Espécies mais encontradas salsa-da-praia branca, salsa-da-praia lilás e pinheirinho de praia.
• Vegetação arbustiva pós-praia: cactos comestíveis como cardeiro e mandacaru, aroeira, pitanga e alguns agrupamentos de bromélias.
• Vegetação arbustiva em moitas: ocupa as maiores partes da planície arenosa em formações hemisféricas com, no máximo, cinco metros de altura, separadas entre si por areia branca. Espécies mais encontradas: abaneiros, murici, capororoca, azeitona da praia, pau pombo ou micume, pau preto, araçá da praia, bromélias do tipo cartucheira e barba de velho, lírios da restinga, sumaré, alecrim-da-restinga, palmerinha guriri, coroa-de-frade ou cabeça-de-macaco (espécie de cacto ameaçado de extinção).
• Mata de restinga: formação florestal com altura entre 15 e 20 metros que ocorre em faixas paralelas ao mar, normalmente situadas nas depressões dos terrenos. Periodicamente sujeitas a inundações. Espécies mais encontradas: guanandi-carvalho, guanandi-branco, figueiras, palmito-jussara, palmeira jeribá ou jerivá, ipê-tamanco ou caixeta, além de cactos e bromélias e orquídeas como rabo-de-rato e orquídea trepadeira.
• Campos inundáveis: ocorre em áreas de suaves depressões que intercalam os cordões arenosos internos da restinga de moitas. Passíveis de sofrerem inundações periódicas. Espécies mais encontradas: samambaias, quaresmeira e dormideira.
A Fauna
A grande diversidade de ambientes naturais existentes na área da restinga, onde boa parte do ecossistema típico do estado do Rio de Janeiro está representada, possibilita a ocorrência de uma fauna bastante rica que se encontra distribuída em diferentes comunidades representativas de cada ambiente. O ambiente de restinga é característico pelo pequeno número de endemismos, sendo grande parte de sua fauna comum à mata atlântica ou a outros ecossistemas.
• Aves: sabiá da praia (em extinção), papagaio-chauá (em extinção), canário da terra, quero-quero, coruja do campo, jacupemba, inhambu, juriti ou poucaçus, tisiu, sanhaço cinzento, colheiro, gaturamo, tie-sangue, saira-azul, saira-sete-cores, anú branco, anú preto, gavião carijó, bacurau, corujão ou coruja da torre, pato-do-mato, biguá, maguari, marrecas de diversos tipos: socozinho, garças em geral, gavião caramujeiro, saracura (vários tipos), frango d`água, jaçanã, e diversos tipos de aves migratórias da patagônia e do hemisfério norte.
• Mamíferos: gambá, cuíca, tatu-de-rabo-mole, tatu-galinha, tatu-testa-de-ferro, jaguatirica, porco-do-mato, guaxinim, quatis, cachorro-do-mato, tamanduá mirim, tamanduá bandeira, preguiça.
• Répteis: jacaré-do-papo amarelo, jibóias, surucucu-pico-de-jaca, lagarto branco da praia, coral verdadeira, jararaca.
• Roedores: ouriço caixeiro, canxiguelê, rato d´agua, ratos-do-mato, capivara.
• Primatas: bugio (ameaçado de extinção), macaco prego, mico estrela.
• Crustáceos: caranguejo marinha farinha, camarão pitu.
• Fauna aquática: lontras (ameaçadas de extinção), traíra, bagre, lambari, barrigudinho, cascudo, robalo, corvina, bagre de água salgada, sardinha, manjubão, tainha, parati, maria da toca, linguado.
Qualidade da água (cor, transparência e temperatura): dado a proximidades de diversas desembocaduras de rios na região, as águas do mar são turvas, com tom amarelado, em temperatura baixa.
Intensidade das ondas, marés/ventos: toda a extensão da restinga está sujeita aos ventos nordeste, que tornam suas ondas fortes e intensas, com oscilação constante das marés.
Características da paisagem circundante: a área da restinga está cercada por grandes propriedades rurais com plantações de cana de açúcar e criação de gado e, pelas áreas urbanas de Macaé, Carapebus e Quissamã.
Locais e trilhas com interesse de visitação: em toda a área da restinga contida dentro do parque nacional existem trilhas e locais com interesse de visitação. Dentro dos limites do município de Quissamã, se destacam o canal Campos-macaé e a áreas das lagoas como Paulista, Preta, da Ribeira, Feia e das Garças, entre outras.
Ocorrência de pesca: em toda a extensão da restinga há ocorrência de pesca profissional e amadora de rede e de linha, com restrições na área do PARNA.
Ancoradouros/fundeadouros: somente no Canal das Flexas há possibilidade de fundeio de embarcações e ocorrência de pequenos ancoradouros.
Presença de população residente e/ou construções: nas localidades de João Francisco, Barra do Furado e Visgueiro tem-se a presença de colônia de pescadores e de residências de veraneio.
Nível de poluição: não há poluição significativa na área da restinga.
Qualidade e cor da areia: areia branca e fina na área da restinga e levemente amarelada na faixa junto ao mar.
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